quinta-feira, 27 de novembro de 2014

IMPERIALISMO

VÍDEO
8º ANO
TEMA: IMPERIALISMO

Assista o documentário que retrata o racismo associado ao imperialismo Britânico. Esse vídeo vai ajudá-lo na avaliação.


Darwinismo social

Publicado em 11 de set de 2013
Zoom Poliedro: Foco no Enem. Aula de Sociologia ministrada pelo professor Daniel Gomes.
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Imperialismo


O texto foi produzido para um curso de Implementação da História Africana na grade curricular escolar, mas acho que serve para esse o projeto da escola para o final de ano.

Quando ouvimos alguém falar sobre África, uma série de imagens e noções estereotipadas surge na mente. Isso é o resultado direto de uma construção social realizada de forma profunda em nossa formação histórica. Um processo marcado intensamente por visões raciais carregadas de pré-conceitos, oriundos de um passado colonial escravista, que procurava enxergar em um modelo eurocêntrico o direcionamento possível para o desenvolvimento de um ideal de nação construído pelas elites brancas escravocratas.

“Preto é tudo igual”. Infelizmente, esse é um jargão de pré-conceitos raciais que possui suas raízes em visões e concepções que foram construídas no decorrer de nossa história. Podemos ligar esse tipo de pensamento ao início do neocolonialismo europeu. Momento em que ocorre a equalização das necessidades ampliadas de matéria prima e de mercado consumidor para a potencialização do parque industrial europeu e uma promulgação do imperialismo já com os olhos estendidos para África e Ásia.

A justificativa para essa expansão aconteceu no campo ideológico, com a construção da idéia do “fardo do homem branco”. Termo conceitualizado no poema de mesmo nome do escritor Rudyard Kipling e adotado como uma espécie de justificativa nobre do Imperialismo. A imagem do homem branco forte, moderno, no auge da civilização humana, dominando diversas tecnologias e que por questões morais precisava levar essa “civilização” aos recantos mais distantes do planeta, onde os povos ainda viviam na barbárie, de forma primitiva como os seus longínquos ancestrais da pré-história.



Alguns mecanismos foram amplamente utilizados para a construção dessas idéias e desse ideal. Existe toda uma literatura engajada que em suas raízes passou a construir a imagem do explorador branco dentro das densas selvas africanas. Influenciadas pelas primeiras viagens exploratórias ao continente negro realizado pelo Dr. David Livingstone, um conjunto de personagens literários fictícios foram criados, influenciados muitas vezes por essa experiência, e que tentavam promulgar a imagem do homem branco civilizador (representante do ideal europeu) e o homem negro selvagem (representante desse imaginário africano) como seu contraste.

Entre os diversos escritores e personagens criados nesse período que adotavam em suas histórias fantásticas a ideologia do fardo do homem branco, podemos dar ênfase a um personagem que nos chega de maneira mais clara e peculiar através da mídia: Tarzan.



Na novela de Edgar Rice Burroughs de 1912, Tarzan, filho da aristocracia britânica, depois de ter seu pai assassinado por um gorila, é criado por macacos dentro da selva na costa africana e mais tarde, com o uso de sua inteligência e sua incrível capacidade de adaptação, ele se tornaria não só o rei dos animais da selva, mas o rei das tribos africanas com costumes estranhos que moravam naquele ambiente hostil. Vale lembrar que Burroughs nunca esteve na África e que as imagens que ele constrói nunca tiveram nenhum fundamento com a realidade.

Se esse tipo de literatura sempre foi amplamente divulgada em nossos meios, corroborando para a construções de um imaginário do continente africano que nos é muito cara, as chamadas exposições universais realizadas durante o século XIX serviram como espetáculo visual para uma celebração dessa modernidade européia burguesa e um aprofundamento dessas visões estereotipadas sobre a África. Elas seriam a porta de entrada e a afirmação da idéia de superioridade da burguesia européia em contraste com as diversas representações das demais áreas periféricas do globo.



Membros de tribos pigmeus apresentados dentro de jaulas, máscaras ritualísticas tribais e uma diversidade de frutas e produtos agrícolas exóticos dentro do emblemático pavilhão colonial “Esplanade dês Invalides” na Exposição de Paris de 1889, contrastavam com toda uma série de maquinários e inovações tecnológicas das outras dependências da Exposição. Era um imenso espetáculo visual que promovia, além dos valores burgueses europeus, a afirmação de uma crença da população em um crescimento continuo dos aspectos evolutivos, econômicos e científicos, desse homem tido como ápice da civilização humana e que olhava para as múltiplas e diferentes culturas com ares de excentricidades e a formação de uma necessidade de se restaurar o status quo por ele estipulado.

É nessa contrapartida que vemos a África idealizada ser arquitetada. A formação de um maniqueísmo entre o moderno e o primitivo, entre o civilizado e o selvagem, a riqueza e a pobreza tomam forma em contornos de um processo de valoração unilateral e predatório, que fundava uma tradição de desclassificação das culturas coloniais, com uma ênfase especial da africana.

No Brasil, a formação desse conjunto de visões estereotipadas sobre o continente africano, remonta suas origens em tempos coloniais, dentro de discursos políticos e religiosos que tentavam justificar de diversas formas a escravidão africana em nossos meios. A diversidade desses discursos apenas reforçava um viés de negação da multiplicidade étnica do continente africano bem como a negação de sua riqueza cultural. Essas falas sofreram uma congruência de forças na passagem do século XIX, com todo um ideário civilizador que nos foi impelido por condições que estavam sendo construídas nas regiões cosmopolitas da Europa industrial.

Desconstruir esse olhar estagnado é talvez um dos grandes desafios do educador contemporâneo brasileiro. Repensar as diversas realidades africanas que se encontram muito além dos livros didáticos é uma forma de colocar a cultura africana e afro-brasileira em seu devido lugar de destaque na sala de aula. Pensar e repensar o homem negro com uma valoração ativa como agente histórico. O reconhecimento começa ai.
Fonte: http://historiareflexiva.blogspot.com.br/2010/10/africa-imaginada.html

Imperialismo

Atividades de revisão para a avaliação.
Ano: 8º
Tema: Imperialismo e suas consequências.

Tendo como base os seus estudos, a definição abaixo e o vídeo, crie uma legenda para cada uma das imagens e um pequeno texto explicativo.






Exemplo:
Abaixo a cartoon alemã de 1890 retrata um soposto "domingo a Tarde na África Ocidental". A imagem retrata os africanos ligados à selva, afirmando assim sua característica de um povo incivilizado, ligado a barbárie.
Fonte: http://imagohistoria.blogspot.com.br/2009/10/imperialismo-na-africa.html













(Congoleses com as mãos decepadas por se negarem ao trabalho escravo de imposição belga)
Tintin e o racismo

Na sua representação do Congo belga, o jovem Hergé reflete as atitudes coloniais do tempo imperialista. Ele próprio admitiu que representou o povo africano (congolês) de acordo com os estereótipos paternalistas do período. Em seu projeto fica muito claro os propósitos propagandísticos de fazer com que crianças belgas sintiam-se orgulhosas pela missão civilizadora na África. 


Todavia Hergé esqueceu-se de retratar as ações imperialistas belgas sobre a população congolesa que ao se negarem trabalhar na extração de borracha e marfim eram duramente punidos. Ou seja, o rei belga Leopoldo II declarou em 1884, o Congo seu território particular, e mandava decepar as mãos dos congoleses que se recusavam a executar trabalho escravo. 

Fonte: http://estudosavancadosinterdisciplinares.blogspot.com.br/2012/03/imperialismo-e-racismo-was-tintin.html





Leia o poema com atenção:

O Fardo do Homem Branco
Tomai o fardo do Homem Branco -
     Envia teus melhores filhos
Vão, condenem seus filhos ao exílio
     Para servirem aos seus cativos;
Para esperar, com arreios
     Com agitadores e selváticos
Seus cativos, servos obstinados,
     Metade demônio, metade criança.

Tomai o fardo do Homem Branco -
     Continua pacientemente
Encubra-se o terror ameaçador
     E veja o espetáculo do orgulho;
Pela fala suave e simples
     Explicando centenas de vezes
Procura outro lucro
     E outro ganho do trabalho.

Tomai o fardo do Homem Branco -
     As guerras selvagens pela paz -
Encha a boca dos Famintos,
     E proclama, das doenças, o cessar;
E quando seu objetivo estiver perto
     (O fim que todos procuram)
Olha a indolência e loucura pagã
     Levando sua esperança ao chão.

Tomai o fardo do Homem Branco -
     Sem a mão-de-ferro dos reis,
Mas, sim, servir e limpar -
     A história dos comuns.
As portas que não deves entrar
     As estradas que não deves passar
Vá, construa-as com a sua vida
     E marque-as com a sua morte.

Tomai o fardo do homem branco -
     E colha sua antiga recompensa -
A culpa de que farias melhor
     O ódio daqueles que você guarda
O grito dos reféns que você ouve
     (Ah, devagar!) em direção à luz:
"Porque nos trouxeste da servidão
      Nossa amada noite no Egito?"

Tomai o fardo do homem branco -
     Vós, não tenteis impedir -
Não clamem alto pela Liberdade
     Para esconderem sua fadiga
Porque tudo que desejem ou sussurrem,
     Porque serão levados ou farão,
Os povos silenciosos e calados
     Seu Deus e tu, medirão.

Tomai o fardo do Homem Branco!
     Acabaram-se seus dias de criança
O louro suave e ofertado
     O louvor fácil e glorioso
Venha agora, procura sua virilidade
     Através de todos os anos ingratos,
Frios, afiados com a sabedoria amada
     O julgamento de sua nobreza.
          Rudyard Kipling
Fonte: http://www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/pi/pi06emdiante/pi200821.php

O poema é uma espécie de exortação ao poder imperial, um alento para que a florescente potência estadunidense, envolvida com a Guerra Filipino-Americana (1899-1902) e com questões resultantes do conflito com a Espanha (a Guerra Hispano-Americana, de 1898), como o controle de suas antigas colônias, assumissem de vez a responsabilidade do "fardo" da conquista e o dever da doutrinação sobre os povos atrasados, tão necessitados de amparo e orientação, como Reino Unido e outras nações europeias já haviam feito.
Dentro do pensamento vigente na época, trata-se de um eufemismo onde se percebe a crença numa superioridade racial quase divina que impõe ao homem branco a obrigatoriedade de civilizar as regiões atrasadas do mundo. Tudo isso encoberto por um forte senso moral e religioso.
Em outras palavras, uma nobre justificativa para as agressivas políticas expansionistas, mas carregada de um sentimento de entrega, de desprendimento, em nome de uma missão salvadora.
Fonte: http://geografiaetal.blogspot.com.br/2011/09/o-fardo-do-homem-branco.html 

DESAFIO
Tendo como base, as nossas discussões em sala de aula sobre as consequências do imperialismo e do darwinismo social faça uma análise crítica da imagem abaixo.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

A Ditadura em cena

DESAFIOS
Tendo com base as imagens abaixo pesquise sobre elas (contexto histórico, autor, ano que foi publicada, qual veículo), criem uma legenda para as imagens escolhidas e elaborem um texto relacionando as imagens (ao menos três) e a ditadura civil-militar brasileira.
Tempo previsto: 6 aulas
4 aulas para pesquisa 
2 aulas para a elaboração do texto
Valor: 3,0 pontos














Para saber mais
A ditadura nas representações verbais e visuais da grande imprensa: 1964-1969
Rodrigo Patto Sá Motta
Resumo
O artigo consiste em estudo das representações divulgadas pela grande imprensa do eixo Rio-São Paulo sobre o regime militar em sua fase inicial, o período entre 1964 e 1969. Para analisar os discursos emitidos pelos seis diários enfocados na pesquisa foram privilegiados os textos dos editoriais e as caricaturas políticas, elementos que se destacam em meio às representações visuais e verbais dos jornais. O propósito é perceber melhor as ambiguidades da imprensa que, cindida entre o amor à liberdade e a devoção à ordem, adotou atitudes tanto de apoio quanto de crítica ao Estado autoritário. (resumo retirado do próprio artigo)
Disponível em <http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/topoi26/TOPOI26_2013_TOPOI_26_A05.pdf>
Acesso em 18 de nov de 2014